Bárbara Tigre, Advogado

Bárbara Tigre

Vitória da Conquista (BA)

Sobre mim

Advogada. Vitória da Conquista (BA)
Advogada. Bacharela em Direito pela UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Pós Graduação em andamento na área de Direito e Prática Trabalhista e Previdenciária. Militante dos Direitos Humanos.

Também aspirante a Fotógrafa nas horas vagas e técnica em informática aposentada (risos)


“Eu me sentiria o mais feliz dos mortais se pudesse contribuir para que os homens conseguissem curar-se de seus preconceitos.” (Montesquieu - Espírito das Leis)

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Daniel Murta, Advogado
Daniel Murta
Comentário · há 10 anos
Oi Denisio. Muito obrigado pelo comentário.

Se me permitir acrescentar, diria até que o problema vai além do capitalismo ou da classe empresarial. Me parece algo cultural, inter-classes.

Veja, se por um lado há poucos empresários inclinados a aliar produtividade com felicidade no trabalho, por outro, conta-se nos dedos as pessoas que escolheram perseguir uma profissão que realmente amam. Entrevisto candidatos toda semana e posso comprovar que são raras as pessoas que trabalham pelas motivações certas. Como fazer essas pessoas felizes e produtivas? Gostaria que fosse mais fácil encontrar pessoas que se encaixassem nessa cultura que temos tentado construir.

Tem um ciclo tão difícil de quebrar aí. Concordo com você e tento acrescentar: me parece também um problema de educação de base e cultura familiar. A escola não ensina ninguém a importância de perseguir seus sonhos. Crescemos aprendendo que trabalho é o que fazemos para ganhar dinheiro. Que loucura! Trabalho deveria ser aquilo que fazemos para nos sentirmos úteis para a sociedade e para nos completar diariamente - dinheiro, é só consequência e a menor parte da compensação que recebemos pelo trabalho. Deveria contar muito mais a felicidade e qualidade de vida. Mas não é isso que aprendemos. Não sabemos fazer essa conta: de que mais vale ganhar R$1,00 fazendo o que se ama e indo trabalhar feliz todos os dias, do que R$10 em um lugar que não gostamos de nada e ficamos contando as horas no relógio.

A família critica os seus jovens que não escolhem Medicina, Engenharia, Direito e/ou que não estudam para concurso. E 99% daqueles que estudam para concurso estão pensando não em como será boa sua vida no trabalho, mas sim fora dele. O governo paga bem para aposentar precocemente os talentos em instituições engessadas...

Se passa uma pessoa com um carrão estamos mais preocupados em criticá-lo porque ainda não conseguimos um carro daqueles do que em correr atrás de resultados naquilo que fazemos para, se quisermos, nos darmos o luxo de ter um bom carro.

Aprendemos a botar a culpa no outro, como todo bom brasileiro. Se meu trabalho é ruim, culpa do patrão usurento; se minha empresa vai mal, culpa do funcionário preguiçoso; se tudo vai mal, culpa do Português que descobriu o Brasil.

Temos que mudar essa cultura. Mexer na base. Já passou da hora de nós brasileiros assumirmos responsabilidades por nossas vidas. Por nossas escolhas. Procurarmos ser felizes às nossas custas, e não dos outros. Os empresários têm que ser melhores; assim como os funcionários; assim como as famílias; assim como o governo...

Amigo, me deculpe! Acabei desabafando e alongando demais :-)

Vamos levando e convocando mais e mais pessoas a darem importância a essas coisas. Quem sabe em alguns anos não fazemos esse ciclo vicioso virar em favor do mercado de trabalho!?

Forta abraço para você também!
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Daniel Murta, Advogado
Daniel Murta
Comentário · há 10 anos
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